quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Homenagens a Adoniran Barbosa...



Autor: Cibele Freire (A Cidade de São Paulo)
Edição: Marcelo Iglesias
(somente, foram retirados os eventos que já aconteceram) 

Compositor, cantor e grande poeta da cidade de São Paulo, Adoniran Barbosa completaria 100 anos no dia seis de agosto. A data já passou, mas as homenagens seguem durante todo o ano, em peças, shows e festivais.
 
Ado(ni)rando

O musical contempla a vida de Adoniran Barbosa que, como a sua obra, se mistura a São Paulo. A montagem dá preferência às composições com nomes femininos para desenrolar a biografia do compositor meio italiano, meio caipira, mas 100% entregue aos encanto paulistanos.

Serviço

Local: teatro União Cultural
End.: R. Mário Amaral, 209 – Paraíso
Data: todo domingo, até 28 de novembro
Horário: 20h
Tel.: 2184-2904

Os Boêmios de Adoniran

O espetáculo resgata a história do samba paulistano com a história de João que retorna depois de 30 anos à rua em que morou e, a partir de então, passa a reviver histórias do passado cheias de música e boemia.

Serviço

Local: teatro Coletivo 1
End.: R. da Consolação, 1623
Data: até 28 de novembro
Horário: sábados, às 21h e domingos às 20h
Tel.: 3255-5922

Camisa Verde e Branco - a escola de samba...


A história do Camisa Verde Branco que conhecemos atualmente, iniciou-se em 1914, com a fundação do Grupo Carnavalesco Barra Funda, comandado por Dionísio Barbosa (sobre quem falamos há pouco). Os integrantes masculinos da entidade festejavam nas ruas do bairro que deu nome ao grupo, vestidos de camisas verdes e calças brancas.
A combinação da vestimenta fez com que, durante o Estado Novo, os membros do Barra Funda fossem confundidos com simpatizantes da Ação Integralista Brasileira, partido político liderado por Plínio Salgado. Por conta desse mal entendido, os sambistas foram perseguidos pela polícia do então presidente Getúlio Vargas. O fato fez com que o grupo carnavalesco deixasse de desfilar a partir de 1936.
Porém, em 1953, ou seja, 17 anos após a “longa paradinha” do Barra Funda, Inocêncio Mulata (do qual também já falamos) criou um movimento para reorganizar e reunir os sambistas. Assim, em 4 de dezembro daquele ano, ele criou o Cordão Mocidade Camisa Verde e Branco.
Já no seu primeiro ano desfilando como cordão, o Camisa foi campeão com o enredo “Quarto Centenário”. O grupo ainda venceria em mais quatro oportunidades: 1968, 1969, 1971 e 1972.
Após o seu último título como cordão, com a decadência desse tipo de organização e a paralela popularização das escolas de samba, o Camisa seguiu a tendência da época. Como escola, a agremiação conquistaria o seu primeiro título em 1974. Nessa categoria, o grupo da Barra Funda ainda sagrou-se vitorioso em: 1975, 1976, 1977, 1979, 1989, 1990, 1991 e 1993.

Durante a sua história como escola de samba, o Camisa Verde e Branco sempre teve os seus desfiles marcados pela sua bateria, conhecida como “A Furiosa da Barra Funda”. Após 1993, a agremiação passou por períodos de dificuldades e ressurgimentos gloriosos nos Carnavais.
Algo que também merece destaque é que o Camisa sempre deixou a bandeira do samba em destaque, contando com inúmeras e memoráveis participações da sua Velha Guarda Musical, composta por: Nelson Primo, Paulo Henrique, Eduardo Joaquim (Dadinho), Otacílio Guilherme (Melão), Haíltinho, Ailton Santamaria e Mário Luiz.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Bambas do Samba - Inocêncio Mulata...


Inocêncio Tobias, o Mulata, em 1953, deu início a um movimento que reorganizou o antigo grupo carnavalesco Cordão Mocidade Camisa Verde e Branco (fruto do que fora o Grupo Barra Funda, fundado por Seu Dionísio Barbosa, em 1914).

Já no seu primeiro ano desfilando como cordão, o Camisa Verde venceu o desfile de cordões, com o enredo "Quarto Centenário". O grupo ainda seria campeão em quatro outras oportunidades: 1968, 1969, 1971 e 1972 (época em que os cordões estavam em decadência com a popularização das escolas de samba).

Com o fim do desfile de cordões, após o carnaval de  1972, o Camisa Verde e Branco tornou-se escola de samba, chegando ao seu primeiro título em 1974.

Em 1980, com a morte de Inocêncio Tobias, a presidência da escola de samba ficou nas mãos do seu filho Carlos Alberto Tobias, com o apoio da mulher Magali e da sua mãe Dona Sinhá - Cacilda Costa - esposa de Inocêncio Tobias.

Bambas do Samba - Dionísio Barbosa...


Foi um dos primeiros negros nascidos livres no Brasil. Filho de escravos, Dionísio trouxe o samba de bumbo rural quando veio para São Paulo. Morador da região da Barra Funda (na zona oeste da cidade), próximo ao carnaval, reuniu amigos e familiares e, ao lado de cerca de 20 pessoas vestindo calças brancas e camisas verdes, fundou o Grupo Barra Funda (a semente do que seria o Cordão Barra Funda e, posteriormente, o Cordão Camisa Verde e Branco).
Apesar das inúmeras agressões verbais e até físicas que sofriam de integrantes da sociedade da época, os membros do cordão de Dionísio mantiveram-se firmes. Infelizmente, era comum rotulá-los como marginais e não como sambistas.
Em 1914, o grupo realizou o seu primeiro desfile, e em 1936, cansado das perseguições que sofria, Dionísio decidiu que o cordão não sairia mais nas ruas. Os shows continuaram, mas não no meio da rua. O cordão pioneiro do carnaval paulistano ficou até 1953 sem desfilar, voltando sob a direção de Inocêncio (do qual falaremos com mais detalhes em breve).

As raízes do samba paulistano...


Apesar de já existirem algumas escolas de samba em São Paulo, os grandes nomes do ritmo encontravam-se nos cordões carnavalescos. Na época, destacavam-se Camisa Verde e Branco, Vai-Vai, Paulistano da Glória, Campos Elíseos e Som de Cristal.
Outro aspecto que merece lembrança é a batida dos cordões. Ela era bastante diferente daquilo que se pode observar nas escolas de samba de hoje em dia. Porém, os cordões acabaram, e aqueles que ainda sobreviveram, transformaram-se em escolas de samba. Camisa Verde e Branco e Vai-Vai foram os que mais resistiram antes de passarem para a fase atual do samba paulistano.
O fim dos cordões aconteceu devido à influência da elite da cidade e por conta do paternalismo das autoridades locais que decidiram incrementar as manifestações espontâneas do povo. Não que tenha havido má intenção, mas, longe da realidade dos cordões, o que se acrescentou foi apenas a “espetacularização” do carnaval e algum dinheiro (que nunca chegou aos verdadeiros artistas do samba e seus herdeiros).
O samba paulista é diferente do samba baiano que se instalou no Rio de Janeiro a partir da casa das "tias". Aqui, o ritmo é mais puxado ao batuque; vem das fazendas de café. O crioulo proveniente do interior foi se instalando perto dos locais de trabalho: Jardim da Luz, Barra Funda, Largo da Banana, Praça Marechal, Alameda Glete, Bexiga, Rua Direita, Praça da Sé. Todos esses se tornaram redutos da história do samba paulistano.
Em São Paulo, como no Rio de Janeiro, a polícia perseguia o samba e os sambistas. Os cariocas subiam o morro, a polícia se acanhava, e a batucada comia solta. O samba era solto, batido na mão, espalhado pelo terreiro. Aqui, o sambista se recolhia nos porões. Espalhado debaixo de um céu cheio de estrelas e de luar, o ritmo sobrevivia. Só era possível saber que estava havendo pagode pelo ronco da cuíca e pelo gemido do cavaquinho, porque ver, não se via ninguém.
São muitos os grandes sambistas de São Paulo: Vassourinha, Dionísio Barbosa, Marmelada, Jamburá, Feijó, Pato N’água, Sinval, Inocêncio Mulata, Carlão do Peruche, Nenê da Vila Matilde, Pé Rachado, Zezinho do Morro da Casa Verde, Geraldo Filme, Chiclete, Zeca da Casa Verde, Toniquinho Batuqueiro, Nego Braço, Zoinho, Dona Eunice, Sinhá, Donata, Osvaldinho da Cuíca, Chapinha, Paqüera, entre outros.
Um dos pontos de encontro desses bambas era o Largo da Banana. Lá, os caminhões que vinham do interior encostavam pra descarregar. Enquanto não vinha caminhão se armava o samba duro e jogava-se a tiririca.
Porém, muita coisa mudou e não existe mais o trio de couro, nem o bloco de sujo, nem o vai-quem-quer. Essas manifestações espontâneas do povo, que provocavam algazarra e a culminavam com a intervenção policial, acabaram graças à influência da elite. A poluição sonora também tem a sua parcela de culpa. Com guitarras elétricas e grandes aparelhos de som, apagou-se o som de qualquer instrumento de couro batido por um sambista.
São Paulo sempre teve muito carnaval. Mas hoje está tudo resumido ao desfile das escolas de samba e aos poucos bailes dos clubes que ainda sobrevivem. Isso é muito triste, pois o Carnaval sempre serviu para as manifestações espontâneas do povo e, agora, é um espetáculo para atrair turistas.
Portanto, a bagunça que fizeram todos os sambistas citados neste texto, e muitos outros que não me vieram à lembrança fizeram e fazem a história de uma cidade e, também, do Brasil. Aqueles foram Carnavais memoráveis. O que se tem hoje é muito dinheiro bancando aventureiros.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Notícia triste - morre Seu Nenê da Vila Matilde...

Hoje, o dia é de tristeza para a comunidade do samba brasileiro... principalmente, paulista. Faleceu, na madrgada desta segunda-feira (04/10/2010), Alberto Alves da Silva, o Seu Nenê da Vila Matilde, um dos principais expoentes do ritmo. Ele tinha 89 anos e estava internado no Hospital Tatuapé, na zona leste paulistana, por conta de um quadro de gripe muito forte.

Seu Nenê fundou a escola que recebe o seu nome em 1949, junto com um grupo de sambistas que faziam rodas de samba no Largo do Peixe, no bairro da Vila Matilde. Ele ficou à frente da agremiação por 47 anos, até 1996, quando passou o comando para seu filho, Alberto Alves da Silva Filho, conhecido como Betinho, devido a problemas de saúde.

Ainda que estivesse afastado da diretoria da agremiação, o fundador sempre esteve presente nos desfiles carnavalescos (exceto em 2008, quando não pode participar por conta, também, de problemas de saúde). Neste ano, Seu Nenê apareceu no Anhembi (local em que são realizados os desfiles das escolas de samba de São Paulo) apenas na apresentação das agremiações campeãs. Sorridente, levou o troféu de campeão do Grupo de Acesso, o que garante a Nenê da Vila Matilde no Grupo Especial do Carnaval de 2011.

O velório será realizado na quadra da escola, na Penha, Zona Leste de São Paulo.

Mais pra frente, contaremos toda a história de Seu Nenê da Vila Matilde que, infelizmente, encerrou-se hoje, mas que, com certeza, deixou muitos aprendizes e sucessores.

Um abraço aos familiares e amigos!

Vá com Deus Seu Nenê...

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Dica de site...

Este post é para aqueles apaixonados pelo samba de raiz, pelas criações divinas de muitos compositores e sambistas brasileiros, mas que, por motivo inexplicável, caíram no esquecimento ou foram deixados de lado pela indústria cultural.

Por isso, faço a minha parte e divulgo este site que nos permitirá ouvir, gratuitamente, as obras de arte dessa rapaziada gente boa. Não deixem de acessar "Samba de Raiz"


Aproveitem sem moderação!!!

Abraços

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Glórias - do Grupo Barra Funda à Camisa Verde e Branco...

Eram os idos de 1914. O samba de São Paulo dava os seus primeiros passos, ainda que sofresse discriminação, especialmente, por parte das camadas sociais mais abastadas e das autoridades. Foi nesse ano em que a Barra Funda, tradicional bairro da zona oeste paulistana, viu nascer o grupo com a mesma graça da localidade. À frente do projeto estava Seu Dionísio Barbosa, um dos pioneiros do samba no país, uma vez que o registro da primeira música desse estilo que se tem notícia só ocorreria em 1917 com “Pelo Telefone”.

Os rapazes, trajando camisa verde a calça branca, desfilavam pelo bairro. Era a primeira célula do que, 39 anos mais tarde, seria o Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Camisa Verde e Branco, um dos mais importantes redutos do samba, e que conserva as suas raízes até hoje. O Grupo Barra Funda, como fora batizado por Seu Dionísio, revelou e deu espaço a muitos dos sambistas que surgiam no Largo da Batata, do Café e em bairros específicos de São Paulo. Porém, em 1936, sem motivo aparente, o grupo não foi às ruas durante o carnaval. Nos anos seguintes, a ausência repetiu-se.

Durante o governo Vargas, o Barra Funda teve alguns problemas por ser confundido com simpatizantes do Partido Integralista de Plínio Salgado, por conta da cor da roupa que os seus integrantes usavam. Diante dessa situação, houve a decadência do grupo o qual foi reerguido por Inocêncio Tobias, o Mulata. No dia 04 de setembro de 1953, ele fundava o cordão Mocidade Camisa Verde e Branco, tendo a Barra Funda por sede.

Como cordão carnavalesco, foi campeão em seu primeiro desfile (1954), com o enredo "IV Centenário de São Paulo", vencendo novamente em 1968 (enredo: “Treze de Maio”) e 1969 (“Biografia do samba”). Em 1972, por falta de concorrentes, passou para a categoria de escola de samba, ingressando no primeiro grupo do carnaval paulistano. De 1974 a 1977, conquistou um feito inédito: o tetracampeonato do carnaval. Voltou a ser campeão em 1979.

A década de 1980 foi de perdas importantes para a agremiação. Faleceram Inocêncio Tobias (o Mulata) e Cacilda Costa (Dona Sinhá, companheira de Mulata, na época, já detentora do título de Dama do Samba Paulistano). Em 1990, outro que deixou para sempre a quadra da escola foi Carlos Alberto Tobias, presidente (na ocasião) e criador da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo. Porém, o período não foi só de tristezas para o povo da Barra Funda. O Camisa Verde e Branco conquistou o seu segundo tetracampeonato (1989, 1990, 1991 e 1992).


Continuarei falando sobre a história do Camisa Verde e Branco. Na próxima oportunidade, darei mais ênfase para fatos históricos que envolveram o cordão e a escola, e como eles ajudaram a construir o samba paulista e brasileiro.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Shows e Eventos - 2ª quinzena de Setembro...

Antes de iniciarmos as postagens sobre a história do samba, dos terreiros e escolas que, desde o início, levantam a nossa bandeira, vale a pena divulgar alguns bons shows e eventos relacionados a esse movimento cultural genuinamente brasileiro.

Desta vez, privilegiei o que está programado para as unidades do Sesc (pontos que costumam preservar a cultura brasileira por meio do samba). Porém, deixo claro que não existe nenhuma ligação entre o Não deixa o samba morrer e qualquer entidade, casa de show, órgão público ou algo que o valha.

- Noel Rosa - o poeta da Vila e seus amores
O musical conta a vida do compositor carioca. Na obra, desfilam personagens emblemáticas do Rio de Janeiro da década de 1930, que reconstituem com Noel sua história de vida. O espetáculo é uma mistura de músicas e cenas da trajetória do grande compositor brasileiro. Texto de Plínio Marcos; direção de Dagoberto Feliz; assistência de direção de José Eduardo Rennó.

  • Dias 23/09 e 30/09 (Quintas-feiras, 21h)
  • Choperia do Sesc Pompéia
  • Não é permitida a entrada de menores de 18 anos
  • R$ 16,00 (inteira); R$ 8,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, maiores de 60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante); R$ 4,00
    (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes)

- Quintas no Samba - René Sobral
O puxador da Escola de Samba Tom Maior traz um repertório composto por sambas autorais, alguns sambas enredos, além de regravações de grandes compositores (Cartola, Zé Ketti, Geraldo Filme, Adoniran Barbosa e Arlindo Cruz)
  • Dia 30/09 (Quinta-feira, 20h30)
  • Sesc Prudente - Área de Convivência
  • Não recomendado para menores de 14 anos
  • R$ 8,00 (inteira); R$ 4,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, maiores de 60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante); R$ 2,00
    (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes)

- Pão de Açúcar e Garoa - Pitadas de Noel Rosa e Adoniran (Onde estava o Arnesto?)
Com texto e direção de Fabio Brandi Torres, o musical conta a história da famosa música de Adoniran Barbosa que relata a frustração do "pessoar" ao não encontrar o Arnesto que os havia convidado para um samba no Brás. A obra tem direção musical de Cristiano Gouveia; figurinos de Helena Ritto; produção de Cia Prosa dos Ventos Atores; e conta com os músicos: Cristiano Gouveia, Élcio Rodrigues e Helena Ritto.
  • Dia 25/09 (Sábado, 15h)
  • Sesc Interlagos
  • Livre para todos os públicos

- Pão de Açúcar e Garoa - Pitadas de Noel Rosa e Adoniran (Samba na Tela)
Seleção de curtas metragens que apresentam personagens e histórias do samba. Filmes: "Álbum de música", Sérgio Sanz, 1974; "Brasil", Rogério Sganzerla, 1981; "Carioca, suburbano, mulato, malandro - João Nogueira", Jom Tob Azulay, 1979; "Heitor dos Prazeres", Antonio Carlos da Fontoura, 1965; "Martinho da Vila Paris 1977", Ari Candido Fernandes, 1977; "Noel por Noel", Rogério Sganzerla, 1981; "Pixinguinha e a Velha Guarda do Samba", Ricardo Dias e Thomaz Farkas, 2006.
  • Dia 25/09 (Sábado, 11h)
  • Sesc Interlagos - Teatro
  • Livre para todos os públicos

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O blog...

O nome do blog reflete, claramanete, o intuito dos textos, imagens, vídeos, promoções, entre outros posts, que ficarão registrados aqui.

Não que o samba esteja em decadência ou que a sua história possa cair no esquecimento. Ao contrário, atualmente, cada vez mais, surgem comunidades e personagens que se dispõem a levar adiante a memória desse ritmo, desse modo de vida que acompanha o Brasil desde a chegada das populações afro, trazidas para cá como escravos, na época em que o país ainda era uma colônia de Portugal.


Porém, é essencial que, como uma ferramenta de alcance imensurável, utilizemos a internet e este espaço para garantir a permanência dessa cultura. Sendo assim, deixo aberto o Não deixa o samba morrer para comentários sugestões e divulgação de ideias, eventos, shows, homenagens e o que mais puder acrescentar para os interessados no tema.


Para iniciar as postagens e explicar a maneira como pretendo apresentar a história do samba, vou contar a trajetória das escolas de samba (começando pelas de São Paulo, já que sou originário daqui e pretendo quebrar qualquer possível preconceito - "São Paulo tem bamba, tem samba/ E muita gente boa/ Não é só garoa", Maurílio de Oliveira e Chapinha - "Não é só garoa" - 1º samba vencedor do festival de samba de quadra de São Paulo).


Então, vamos ao samba!!!