Apesar de já existirem algumas escolas de samba em São Paulo, os grandes nomes do ritmo encontravam-se nos cordões carnavalescos. Na época, destacavam-se Camisa Verde e Branco, Vai-Vai, Paulistano da Glória, Campos Elíseos e Som de Cristal.
Outro aspecto que merece lembrança é a batida dos cordões. Ela era bastante diferente daquilo que se pode observar nas escolas de samba de hoje em dia. Porém, os cordões acabaram, e aqueles que ainda sobreviveram, transformaram-se em escolas de samba. Camisa Verde e Branco e Vai-Vai foram os que mais resistiram antes de passarem para a fase atual do samba paulistano.
O fim dos cordões aconteceu devido à influência da elite da cidade e por conta do paternalismo das autoridades locais que decidiram incrementar as manifestações espontâneas do povo. Não que tenha havido má intenção, mas, longe da realidade dos cordões, o que se acrescentou foi apenas a “espetacularização” do carnaval e algum dinheiro (que nunca chegou aos verdadeiros artistas do samba e seus herdeiros).
O samba paulista é diferente do samba baiano que se instalou no Rio de Janeiro a partir da casa das "tias". Aqui, o ritmo é mais puxado ao batuque; vem das fazendas de café. O crioulo proveniente do interior foi se instalando perto dos locais de trabalho: Jardim da Luz, Barra Funda, Largo da Banana, Praça Marechal, Alameda Glete, Bexiga, Rua Direita, Praça da Sé. Todos esses se tornaram redutos da história do samba paulistano.
Em São Paulo, como no Rio de Janeiro, a polícia perseguia o samba e os sambistas. Os cariocas subiam o morro, a polícia se acanhava, e a batucada comia solta. O samba era solto, batido na mão, espalhado pelo terreiro. Aqui, o sambista se recolhia nos porões. Espalhado debaixo de um céu cheio de estrelas e de luar, o ritmo sobrevivia. Só era possível saber que estava havendo pagode pelo ronco da cuíca e pelo gemido do cavaquinho, porque ver, não se via ninguém.
São muitos os grandes sambistas de São Paulo: Vassourinha, Dionísio Barbosa, Marmelada, Jamburá, Feijó, Pato N’água, Sinval, Inocêncio Mulata, Carlão do Peruche, Nenê da Vila Matilde, Pé Rachado, Zezinho do Morro da Casa Verde, Geraldo Filme, Chiclete, Zeca da Casa Verde, Toniquinho Batuqueiro, Nego Braço, Zoinho, Dona Eunice, Sinhá, Donata, Osvaldinho da Cuíca, Chapinha, Paqüera, entre outros.
Um dos pontos de encontro desses bambas era o Largo da Banana. Lá, os caminhões que vinham do interior encostavam pra descarregar. Enquanto não vinha caminhão se armava o samba duro e jogava-se a tiririca.
Porém, muita coisa mudou e não existe mais o trio de couro, nem o bloco de sujo, nem o vai-quem-quer. Essas manifestações espontâneas do povo, que provocavam algazarra e a culminavam com a intervenção policial, acabaram graças à influência da elite. A poluição sonora também tem a sua parcela de culpa. Com guitarras elétricas e grandes aparelhos de som, apagou-se o som de qualquer instrumento de couro batido por um sambista.
São Paulo sempre teve muito carnaval. Mas hoje está tudo resumido ao desfile das escolas de samba e aos poucos bailes dos clubes que ainda sobrevivem. Isso é muito triste, pois o Carnaval sempre serviu para as manifestações espontâneas do povo e, agora, é um espetáculo para atrair turistas.
Portanto, a bagunça que fizeram todos os sambistas citados neste texto, e muitos outros que não me vieram à lembrança fizeram e fazem a história de uma cidade e, também, do Brasil. Aqueles foram Carnavais memoráveis. O que se tem hoje é muito dinheiro bancando aventureiros.



Racismo na Federação Paulista de Futebol (FPF) do presidente Marco Polo Del Nero apresentou no sorteio dos grupos e a nova forma do Campeonato Paulista de 2014 tudo bonito social e esportivo, mas o Fair Play que significa jogo justo e limpo, ter espírito esportivo em português foi cruelmente abandonado o racismo a discriminação contra a maioria do povo brasileiro segundo o IBGE mais de 60% das mulheres paulistas são negras afrodescendentes e mais uma vez o preconceito de fato se faz presente e “Contra fatos (e triste) não há argumentos” qual o critério ou responsável que exclui perversamente a jovem afro paulista será beleza, simpatia, educação ou modelo profissional etc. é um absurdo não existir em milhões de garotas afros paulistanas na Federação do Estado de São Paulo de não ter ou atender os requisitos da Federação Paulista de Futebol (FPF) para estarem juntas com bonitas garotas que deram um toque especial a este importante evento da elite do futebol paulista são 20 clubes todos tem jogadores e torcedores negros representam mais de 20 milhões afros paulistanos que fazem positivamente a força deste estado no agigantar do Brasil, do que adiantou a luta o sangue da Legião Negra - A Luta dos Afros paulistas na Revolução Constitucionalista de 1932 contra o fascismo, se na comemoração dos 100 anos de Leônidas da Silva (Diamante Negro) e o Fair Play do lendário Djalma Santos recém-falecido, se a cidadania não é respeitada e valorizada. Porque não havia garotas da cor do Pelé. Garrincha, Didi, Romário, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Carioca ou Neymar ou da Marta varias vezes melhor do mundo é ingratidão, a mitigação dos valores da raça negra. Desrespeito ou ignorância do Sr. Presidente Marco Polo Del Nero da (FPF) houve racismo sim, exclusão racial um ato vandalismo a democracia e a constituição brasileira. Um péssimo exemplo de Fair Play para Copa do Mundo do Brasil 2014.
ResponderExcluirOrganização Negra Nacional Quilombo ONNQ 20/11/1970 - quilombonnq@bol.com.br