Este post é para aqueles apaixonados pelo samba de raiz, pelas criações divinas de muitos compositores e sambistas brasileiros, mas que, por motivo inexplicável, caíram no esquecimento ou foram deixados de lado pela indústria cultural.
Por isso, faço a minha parte e divulgo este site que nos permitirá ouvir, gratuitamente, as obras de arte dessa rapaziada gente boa. Não deixem de acessar "Samba de Raiz"
Aproveitem sem moderação!!!
Abraços
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Glórias - do Grupo Barra Funda à Camisa Verde e Branco...
Eram os idos de 1914. O samba de São Paulo dava os seus primeiros passos, ainda que sofresse discriminação, especialmente, por parte das camadas sociais mais abastadas e das autoridades. Foi nesse ano em que a Barra Funda, tradicional bairro da zona oeste paulistana, viu nascer o grupo com a mesma graça da localidade. À frente do projeto estava Seu Dionísio Barbosa, um dos pioneiros do samba no país, uma vez que o registro da primeira música desse estilo que se tem notícia só ocorreria em 1917 com “Pelo Telefone”.
Os rapazes, trajando camisa verde a calça branca, desfilavam pelo bairro. Era a primeira célula do que, 39 anos mais tarde, seria o Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Camisa Verde e Branco, um dos mais importantes redutos do samba, e que conserva as suas raízes até hoje. O Grupo Barra Funda, como fora batizado por Seu Dionísio, revelou e deu espaço a muitos dos sambistas que surgiam no Largo da Batata, do Café e em bairros específicos de São Paulo. Porém, em 1936, sem motivo aparente, o grupo não foi às ruas durante o carnaval. Nos anos seguintes, a ausência repetiu-se.
Durante o governo Vargas, o Barra Funda teve alguns problemas por ser confundido com simpatizantes do Partido Integralista de Plínio Salgado, por conta da cor da roupa que os seus integrantes usavam. Diante dessa situação, houve a decadência do grupo o qual foi reerguido por Inocêncio Tobias, o Mulata. No dia 04 de setembro de 1953, ele fundava o cordão Mocidade Camisa Verde e Branco, tendo a Barra Funda por sede.
Como cordão carnavalesco, foi campeão em seu primeiro desfile (1954), com o enredo "IV Centenário de São Paulo", vencendo novamente em 1968 (enredo: “Treze de Maio”) e 1969 (“Biografia do samba”). Em 1972, por falta de concorrentes, passou para a categoria de escola de samba, ingressando no primeiro grupo do carnaval paulistano. De 1974 a 1977, conquistou um feito inédito: o tetracampeonato do carnaval. Voltou a ser campeão em 1979.
A década de 1980 foi de perdas importantes para a agremiação. Faleceram Inocêncio Tobias (o Mulata) e Cacilda Costa (Dona Sinhá, companheira de Mulata, na época, já detentora do título de Dama do Samba Paulistano). Em 1990, outro que deixou para sempre a quadra da escola foi Carlos Alberto Tobias, presidente (na ocasião) e criador da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo. Porém, o período não foi só de tristezas para o povo da Barra Funda. O Camisa Verde e Branco conquistou o seu segundo tetracampeonato (1989, 1990, 1991 e 1992).
Os rapazes, trajando camisa verde a calça branca, desfilavam pelo bairro. Era a primeira célula do que, 39 anos mais tarde, seria o Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Camisa Verde e Branco, um dos mais importantes redutos do samba, e que conserva as suas raízes até hoje. O Grupo Barra Funda, como fora batizado por Seu Dionísio, revelou e deu espaço a muitos dos sambistas que surgiam no Largo da Batata, do Café e em bairros específicos de São Paulo. Porém, em 1936, sem motivo aparente, o grupo não foi às ruas durante o carnaval. Nos anos seguintes, a ausência repetiu-se.
Durante o governo Vargas, o Barra Funda teve alguns problemas por ser confundido com simpatizantes do Partido Integralista de Plínio Salgado, por conta da cor da roupa que os seus integrantes usavam. Diante dessa situação, houve a decadência do grupo o qual foi reerguido por Inocêncio Tobias, o Mulata. No dia 04 de setembro de 1953, ele fundava o cordão Mocidade Camisa Verde e Branco, tendo a Barra Funda por sede.
Como cordão carnavalesco, foi campeão em seu primeiro desfile (1954), com o enredo "IV Centenário de São Paulo", vencendo novamente em 1968 (enredo: “Treze de Maio”) e 1969 (“Biografia do samba”). Em 1972, por falta de concorrentes, passou para a categoria de escola de samba, ingressando no primeiro grupo do carnaval paulistano. De 1974 a 1977, conquistou um feito inédito: o tetracampeonato do carnaval. Voltou a ser campeão em 1979.
A década de 1980 foi de perdas importantes para a agremiação. Faleceram Inocêncio Tobias (o Mulata) e Cacilda Costa (Dona Sinhá, companheira de Mulata, na época, já detentora do título de Dama do Samba Paulistano). Em 1990, outro que deixou para sempre a quadra da escola foi Carlos Alberto Tobias, presidente (na ocasião) e criador da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo. Porém, o período não foi só de tristezas para o povo da Barra Funda. O Camisa Verde e Branco conquistou o seu segundo tetracampeonato (1989, 1990, 1991 e 1992).
Continuarei falando sobre a história do Camisa Verde e Branco. Na próxima oportunidade, darei mais ênfase para fatos históricos que envolveram o cordão e a escola, e como eles ajudaram a construir o samba paulista e brasileiro.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Shows e Eventos - 2ª quinzena de Setembro...
Desta vez, privilegiei o que está programado para as unidades do Sesc (pontos que costumam preservar a cultura brasileira por meio do samba). Porém, deixo claro que não existe nenhuma ligação entre o Não deixa o samba morrer e qualquer entidade, casa de show, órgão público ou algo que o valha.
- Noel Rosa - o poeta da Vila e seus amores
O musical conta a vida do compositor carioca. Na obra, desfilam personagens emblemáticas do Rio de Janeiro da década de 1930, que reconstituem com Noel sua história de vida. O espetáculo é uma mistura de músicas e cenas da trajetória do grande compositor brasileiro. Texto de Plínio Marcos; direção de Dagoberto Feliz; assistência de direção de José Eduardo Rennó.
- Dias 23/09 e 30/09 (Quintas-feiras, 21h)
- Choperia do Sesc Pompéia
- Não é permitida a entrada de menores de 18 anos
- R$ 16,00 (inteira); R$ 8,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, maiores de 60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante); R$ 4,00
(trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes)
- Quintas no Samba - René Sobral
O puxador da Escola de Samba Tom Maior traz um repertório composto por sambas autorais, alguns sambas enredos, além de regravações de grandes compositores (Cartola, Zé Ketti, Geraldo Filme, Adoniran Barbosa e Arlindo Cruz)
- Dia 30/09 (Quinta-feira, 20h30)
- Sesc Prudente - Área de Convivência
- Não recomendado para menores de 14 anos
- R$ 8,00 (inteira); R$ 4,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, maiores de 60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante); R$ 2,00
(trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes)
- Pão de Açúcar e Garoa - Pitadas de Noel Rosa e Adoniran (Onde estava o Arnesto?)
Com texto e direção de Fabio Brandi Torres, o musical conta a história da famosa música de Adoniran Barbosa que relata a frustração do "pessoar" ao não encontrar o Arnesto que os havia convidado para um samba no Brás. A obra tem direção musical de Cristiano Gouveia; figurinos de Helena Ritto; produção de Cia Prosa dos Ventos Atores; e conta com os músicos: Cristiano Gouveia, Élcio Rodrigues e Helena Ritto.
- Dia 25/09 (Sábado, 15h)
- Sesc Interlagos
- Livre para todos os públicos
- Pão de Açúcar e Garoa - Pitadas de Noel Rosa e Adoniran (Samba na Tela)
Seleção de curtas metragens que apresentam personagens e histórias do samba. Filmes: "Álbum de música", Sérgio Sanz, 1974; "Brasil", Rogério Sganzerla, 1981; "Carioca, suburbano, mulato, malandro - João Nogueira", Jom Tob Azulay, 1979; "Heitor dos Prazeres", Antonio Carlos da Fontoura, 1965; "Martinho da Vila Paris 1977", Ari Candido Fernandes, 1977; "Noel por Noel", Rogério Sganzerla, 1981; "Pixinguinha e a Velha Guarda do Samba", Ricardo Dias e Thomaz Farkas, 2006.
- Dia 25/09 (Sábado, 11h)
- Sesc Interlagos - Teatro
- Livre para todos os públicos
terça-feira, 21 de setembro de 2010
O blog...
O nome do blog reflete, claramanete, o intuito dos textos, imagens, vídeos, promoções, entre outros posts, que ficarão registrados aqui.Não que o samba esteja em decadência ou que a sua história possa cair no esquecimento. Ao contrário, atualmente, cada vez mais, surgem comunidades e personagens que se dispõem a levar adiante a memória desse ritmo, desse modo de vida que acompanha o Brasil desde a chegada das populações afro, trazidas para cá como escravos, na época em que o país ainda era uma colônia de Portugal.
Porém, é essencial que, como uma ferramenta de alcance imensurável, utilizemos a internet e este espaço para garantir a permanência dessa cultura. Sendo assim, deixo aberto o Não deixa o samba morrer para comentários sugestões e divulgação de ideias, eventos, shows, homenagens e o que mais puder acrescentar para os interessados no tema.
Para iniciar as postagens e explicar a maneira como pretendo apresentar a história do samba, vou contar a trajetória das escolas de samba (começando pelas de São Paulo, já que sou originário daqui e pretendo quebrar qualquer possível preconceito - "São Paulo tem bamba, tem samba/ E muita gente boa/ Não é só garoa", Maurílio de Oliveira e Chapinha - "Não é só garoa" - 1º samba vencedor do festival de samba de quadra de São Paulo).
Então, vamos ao samba!!!
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